Como montar uma lista de prospects com fontes, sem comprar uma?
Escreva exatamente quais empresas se encaixam, puxe essas empresas de um cadastro público como o Google Maps e visite o site de cada uma para pegar o que você precisa. Registre de onde veio cada valor, marque o que não encontrou e tire as duplicatas antes de alguém usar a lista. Ela sai menor que uma lista comprada, mas cada linha pode ser conferida.
Clínicas e imobiliárias de Recife, por exemplo, quase não aparecem nas grandes bases de contatos, enquanto o perfil no Google e o site delas costumam estar em dia. O trabalho está na conferência, não na coleta.
Como funciona
Definir quem se encaixa
Tipo de negócio, bairro ou cidade, sinais de porte (avaliações, unidades, página de agendamento) e os campos de que você precisa. O que não dá para conferir numa fonte pública não deve ser exigência.
Puxar os cadastros
Busque num diretório público, como o Google Maps pela Places API, por tipo de negócio e bairro: "clínica odontológica Boa Viagem", "imobiliária Casa Forte". Guarde o código do cadastro em cada linha.
Visitar o site de cada empresa
Colete só o que a própria empresa publica: página de contato, serviços, link de agendamento. Registre a página de onde veio cada valor.
Dar um estado a cada campo
Encontrado (com a fonte), procurado e ausente, desconhecido (com o motivo) ou em conflito (duas fontes discordam, as duas ficam). Um campo vazio sem estado é um palpite esperando para acontecer.
Tirar duplicatas e quem já foi contatado
A mesma empresa pode aparecer em duas buscas. Compare pelo código do cadastro ou pelo site, e confira a lista contra todos que você já contatou.
Quanto custa manter
Coletar de cadastros públicos custa chamadas de API; comprar de uma ferramenta de dados custa créditos. A lista traz preços de tabela do Google e da Apollo lidos hoje; impostos e faixas maiores são à parte.
| Item | Preço de tabela | Fonte |
|---|---|---|
| Google Places API, Text Search Pro | As primeiras 5.000 chamadas por mês são gratuitas; depois, US$ 32 por 1.000 chamadas | Google Maps Platform, core services pricing list (last updated 24 Sep 2026)Consultado em 28 de set. de 2026 |
| Google Places API, Place Details Pro | As primeiras 5.000 chamadas por mês são gratuitas; depois, US$ 17 por 1.000 chamadas | Google Maps Platform, core services pricing list (last updated 24 Sep 2026)Consultado em 28 de set. de 2026 |
| Google Places API, Place Details Enterprise | As primeiras 1.000 chamadas por mês são gratuitas; depois, US$ 20 por 1.000 chamadas. Os campos pedidos definem qual faixa é cobrada | Google Maps Platform, core services pricing list (last updated 24 Sep 2026)Consultado em 28 de set. de 2026 |
| Apollo Free, para comparar | US$ 0, 900 créditos por usuário por ano, liberados mês a mês; os registros são selecionados de 25 em 25 | Apollo.io, Pricing PlansConsultado em 28 de set. de 2026 |
| Apollo Basic, para comparar | US$ 49 por usuário por mês no plano anual, 30.000 créditos por usuário por ano; um e-mail usa 1 crédito, um telefone 8 | Apollo.io, Pricing PlansConsultado em 28 de set. de 2026 |
Preços de tabela de terceiros, consultados na data indicada. Não são preços da Betterlane.
O que aprendemos montando
De como a Betterlane monta as próprias listas de prospecção a partir de fontes públicas, setembro de 2026. Não é trabalho de cliente; nenhum dado de contato aparece aqui.
- Começar pelo cadastro e depois ler o site da empresa
- Nossas listas saem do Google Places, por busca e bairro, e depois do site de cada empresa. Assim temos o contato que a própria empresa publica e os dados do cadastro, e qualquer observação que fazemos sobre ela pode ser conferida.
- Quatro estados, não campos vazios
- Na nossa amostra de pesquisa, cada campo está como encontrado, procurado, desconhecido ou em conflito, sempre com onde e quando foi consultado. Um site que não abriu fica como desconhecido, com esse motivo.
- Uma empresa, duas buscas
- Clínicas de estética apareceram tanto na nossa busca de clínicas quanto na de salões. Hoje conferimos que nenhuma empresa está em duas listas antes de qualquer envio.
- Contato publicado nem sempre é quem decide
- Nos spas dentro de hotéis, o contato publicado era a recepção ou a central de reservas, não o dono. Esses foram separados para revisão em vez de tratados como qualquer outra linha.
- Conferir quem já ouviu falar de você
- Antes do nosso próprio teste de tempo de resposta com clínicas de Recife, cada escolhida foi conferida contra quem já tinha recebido mensagem nossa, e essas foram trocadas antes de qualquer envio.
Quando não vale a pena
- Se você vende para empresas grandes, com vários decisores, uma base de contatos costuma cobrir melhor que cadastros públicos.
- Se você precisa de milhares de linhas nesta semana, montar com fontes vai ser mais lento que comprar.
- Se ninguém vai contatar a lista nas próximas semanas, ela fica desatualizada antes de ser usada.
Perguntas
Posso contatar empresas encontradas assim?
Achar um contato público não é autorização. As regras mudam por país e por canal, como a LGPD no Brasil e o CAN-SPAM para e-mail comercial nos Estados Unidos. Confira antes de qualquer abordagem e sempre respeite um pedido para parar.
Por que não comprar uma lista?
Pode comprar. A lista com fontes é menor, mas cada valor diz de onde veio, então dá para conferir e explicar.
E se o site não tem contato?
O campo fica como procurado e não encontrado. Não é preenchido com palpite nem com um padrão de endereço.
Dá para levar direto para o meu CRM?
Dá, depois de mapear os campos e comparar a lista com os registros que você já tem, para ninguém ser cadastrado duas vezes.
Quer uma lista com fontes das empresas para quem você realmente vende?
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